Ir para o conteúdo
Mama

Redução de mama

A redução de mama (mamoplastia redutora) retira glândula, gordura e pele para diminuir e levantar mamas grandes que causam dor e limitação. Não é cirurgia de emagrecimento nem substitui a mastopexia em mama pequena e caída.

Também chamada de: mamoplastia redutora, diminuir o peito, redução de mama pelo convênio

Anestesia
Geral (SBCP)
Duração
2,5 a 4 horas
Internação
1 noite, em geral
Volta ao trabalho
10 a 14 dias
Nesta página
  1. Para quem é indicada
  2. Qual a idade mínima
  3. Como se preparar
  4. Como é feita a cirurgia
  5. Qual anestesia e precisa internar
  6. Como é a recuperação
  7. Quais os riscos
  8. Fica cicatriz?
  9. Quanto tempo dura o resultado
  10. Convênio ou SUS cobrem?
  11. Quanto custa
  12. Perguntas para fazer ao cirurgião

A redução de mama, ou mamoplastia redutora, é a cirurgia que diminui o peito retirando glândula, gordura e pele, e ao mesmo tempo levanta a mama e reposiciona a aréola. É indicada para a hipertrofia mamária, a mama grande demais para o corpo, que causa dor nas costas, no pescoço e nos ombros, marca das alças do sutiã, assaduras no sulco e dificuldade para fazer exercício. Segundo a pesquisa ISAPS 2024, os procedimentos de mama somaram 3,9 milhões no mundo, e o Brasil é o país que mais realiza cirurgias plásticas, com 3,1 milhões de procedimentos no ano.

A redução não é cirurgia para emagrecer: ela tira de algumas centenas de gramas a mais de um quilo por mama, mas não muda o peso corporal de forma relevante. Quem tem mama pequena e caída precisa de mastopexia, não de redução. E a cirurgia não previne câncer de mama, embora o tecido retirado seja sempre enviado para análise.

Para quem é indicada

A candidata típica tem mamas desproporcionais ao tórax, com sintomas físicos: dor crônica na coluna cervical e dorsal, sulcos nos ombros, dermatite no sulco das mamas, dormência nos braços ou postura curvada. A SBCP, a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, descreve como ideal quem é fisicamente saudável, tem peso estável, não fuma e tem expectativas realistas. O StatPearls lista a macromastia sintomática como a principal indicação, e observa que a melhora da dor e da qualidade de vida é bem documentada.

As contraindicações são gravidez ou amamentação em curso, doença crônica descompensada, distúrbio de coagulação e nódulo mamário sem diagnóstico. O IMC importa mais aqui do que na maioria das plásticas: a literatura mostra taxa maior de complicações de ferida, infecção e necrose de gordura acima de 30, e muitos cirurgiões pedem IMC abaixo de 30 a 32 antes de operar. O cigarro aumenta o risco de necrose da aréola e de abertura dos pontos, e precisa ser suspenso por quatro semanas antes e depois.

Qual a idade mínima

Não há idade mínima em lei. A referência da SBCP é a mama totalmente desenvolvida, e a literatura sugere esperar pelo menos um ano sem mudança de tamanho. Existe, porém, a hipertrofia juvenil (gigantomastia da adolescência), em que a mama cresce muito e rápido entre 11 e 16 anos e causa dor, isolamento e limitação. Nesses casos, a cirurgia pode ser feita antes dos 18 anos, com autorização dos responsáveis, indicação documentada e a informação de que a mama pode voltar a crescer e exigir segunda cirurgia.

Como se preparar

Na consulta, o cirurgião mede a distância do mamilo à fúrcula (base do pescoço) e ao sulco, estima o peso a ser retirado, avalia a pele e a simetria e define a técnica. O StatPearls recomenda mamografia antes da cirurgia a partir dos 40 anos, ou antes se houver histórico familiar; abaixo disso, ultrassom. Se há suspeita de causa hormonal para o crescimento, o endocrinologista entra antes.

Os exames usuais são hemograma, coagulograma, glicemia, função renal, eletrocardiograma e avaliação de risco cirúrgico. Aspirina, anti-inflamatórios, anticoagulantes e fitoterápicos que aumentam sangramento são suspensos só com orientação do cirurgião. Jejum de oito horas no dia da cirurgia. Deixe o sutiã cirúrgico comprado e alguém para acompanhar na primeira noite.

Como é feita a cirurgia

A redução dura de duas horas e meia a quatro horas. O cirurgião desenha a mama antes de dormir, retira o tecido em excesso, sobe a aréola presa a um pedaço de glândula que mantém a circulação e os nervos (o pedículo), e fecha a pele em um novo formato. A lipoaspiração do prolongamento axilar costuma complementar. O tecido retirado é pesado e enviado para exame anatomopatológico.

Cicatriz em T invertido (âncora)

É a técnica mais usada em reduções grandes, chamada de Wise ou Pitanguy. A cicatriz contorna a aréola, desce em linha vertical até o sulco e segue horizontal ao longo dele. Permite tirar muita pele e muito volume.

Cicatriz vertical (pirulito)

Contorna a aréola e desce até o sulco, sem a linha horizontal. É usada em reduções pequenas e médias, com pele de boa qualidade. Deixa menos cicatriz, mas tem limite de volume.

Pedículo e enxerto de mamilo

O pedículo pode ser inferior, superior ou superomedial, conforme a técnica do cirurgião; todos preservam a aréola ligada à glândula. Em gigantomastias extremas, quando a aréola precisa subir muitos centímetros, o cirurgião pode retirá-la e recolocá-la como enxerto livre, o que preserva a forma mas elimina a sensibilidade e a amamentação.

Qual anestesia e precisa internar

Pela SBCP, a redução de mama é feita sob anestesia geral, com anestesista presente, em centro cirúrgico autorizado pela Vigilância Sanitária. Pela duração e pelo volume retirado, a maioria das pacientes fica uma noite internada, embora reduções menores possam sair no mesmo dia em hospital-dia. Em Brasília, a prática comum é hospital com UTI de retaguarda e alta na manhã seguinte.

Como é a recuperação

  • Primeiras 24 a 48 horas: dor moderada, controlada com analgésicos, sensação de peso e aperto. Sutiã cirúrgico desde a sala de cirurgia. Drenos são comuns e saem em 24 a 48 horas.
  • 1ª semana: curativos, banho liberado conforme o cirurgião. Alívio da dor nas costas costuma aparecer já na primeira semana, pelo peso que saiu. Trabalho de escritório em 10 a 14 dias. Dirigir após 14 dias.
  • 2ª semana: retirada dos pontos externos, se houver. Caminhadas leves. Dormir de costas, com a cabeceira elevada.
  • 1 mês: sutiã cirúrgico dia e noite até aqui, depois só de dia por mais 30 dias. Exercícios de perna liberados. Sem braços acima da cabeça, sem peso.
  • 3 meses: musculação de membros superiores volta por volta de 60 dias. A mama desce e arredonda. Sol na cicatriz só com protetor.
  • Resultado final: entre 6 e 12 meses, quando a mama assenta. A cicatriz amadurece até 18 meses.

Quais os riscos

Os riscos gerais são hematoma, seroma (acúmulo de líquido), infecção, trombose e reação à anestesia. Os específicos, pela SBCP e pelo StatPearls, são a alteração de sensibilidade do mamilo (temporária na maioria, permanente em parte das pacientes), a assimetria, a necrose de gordura (nódulos duros que podem confundir no exame), a cicatriz alargada ou elevada e a necessidade de retoque.

Dois riscos merecem atenção. A abertura dos pontos no encontro do T, na base da mama, é a complicação mais frequente da técnica em âncora; costuma fechar sozinha com curativos ao longo de semanas, mas alarga a cicatriz. A necrose parcial ou total da aréola, por falta de circulação no pedículo, é rara e mais comum em fumantes, em reduções muito grandes e em IMC alto. Procure o cirurgião se houver febre, vermelhidão, aréola escura ou roxa, dor que piora, aumento de volume de um lado só ou secreção. Falta de ar ou dor no peito pedem pronto-socorro.

Fica cicatriz?

Fica, e é extensa. Na âncora, a cicatriz contorna a aréola, desce de 5 a 8 cm em linha vertical e percorre o sulco da mama, às vezes de ponta a ponta. Na vertical, não há a linha do sulco. A horizontal fica escondida pela própria mama e pelo sutiã; a vertical é a que mais aparece. A SBCP lembra que as cicatrizes são permanentes, mas melhoram ao longo de 12 a 18 meses.

Ajudam na evolução: não fumar, evitar sol direto por seis meses, usar fita ou placa de silicone a partir da terceira semana, não forçar os braços no primeiro mês e manter o peso. Quem tem queloide na família deve avisar na consulta, porque o esterno e a base da mama são áreas de maior risco.

Quanto tempo dura o resultado

O tecido retirado não volta, então a redução de volume é permanente enquanto o peso corporal se mantiver. Ganho de peso, gravidez e amamentação aumentam a mama de novo, e a idade e a gravidade a fazem ceder com os anos. A SBCP diz que o resultado dura mais em quem mantém peso estável. Em adolescentes operadas por hipertrofia juvenil, há chance de novo crescimento. A amamentação depois da redução é possível para parte das mulheres, com produção reduzida, porque a cirurgia corta ductos; as técnicas com pedículo preservam mais do que o enxerto livre de mamilo.

Convênio ou SUS cobrem?

A redução de mama é o exemplo mais citado de cirurgia plástica com cobertura, porque muitas vezes é funcional, não estética. A Lei 9.656/1998 exclui do plano de saúde o que é só estético, mas o rol da ANS, a Agência Nacional de Saúde Suplementar, prevê a mamoplastia com finalidade reparadora. Na prática, o plano exige laudo do cirurgião plástico, fotos, relatório de ortopedista ou fisioterapeuta sobre a dor, registro de tratamento conservador e estimativa do peso a retirar, e a auditoria pode negar; há muitas decisões judiciais nos dois sentidos.

No SUS, a cirurgia existe na tabela de procedimentos para hipertrofia mamária e para pós-bariátrica em serviços de cirurgia plástica habilitados, com fila que varia muito entre estados. A reconstrução após câncer e a simetrização da outra mama, que pode ser uma redução, são previstas em lei. Nada disso é promessa: a cobertura depende da análise de cada caso.

Quanto custa

O valor depende da técnica e do volume a retirar, do tempo de cirurgia, da anestesia, do hospital e da internação, da lipoaspiração complementar, da experiência da equipe e da cidade. O portal não publica preços: a página de orçamento explica o que entra na conta e o que faz o valor variar, e o simulador encaminha o seu pedido a cirurgiões plásticos parceiros em Brasília.

Perguntas para fazer ao cirurgião

  • Você tem RQE em cirurgia plástica? Qual o número?
  • Em qual hospital você opera e ele tem UTI de retaguarda?
  • Quem é o anestesista e ele fica durante toda a cirurgia?
  • Quantas reduções de mama você faz por ano?
  • Qual técnica e qual pedículo você indica para o meu caso?
  • Quanto você estima retirar de cada mama e qual tamanho devo esperar?
  • O que está incluso no valor: hospital, anestesia, sutiã, retornos, exame do tecido?
  • Como é sua política se precisar de retoque?

A indicação de redução de mama, a técnica e o volume a retirar só podem ser definidos em avaliação presencial com cirurgião plástico com RQE. Toda cirurgia tem riscos, e o resultado varia de pessoa para pessoa.

Perguntas frequentes

Convênio cobre redução de mama?

Pode cobrir quando a cirurgia é funcional: mama grande que causa dor na coluna, assaduras e limitação, com laudo do cirurgião plástico, fotos e relatório de tratamento conservador. O rol da ANS prevê a mamoplastia reparadora, mas a auditoria do plano analisa caso a caso e pode negar.

O SUS faz redução de mama?

Faz, em serviços de cirurgia plástica habilitados, para hipertrofia mamária sintomática e para pacientes pós-bariátrica, com fila que varia muito de estado para estado. O caminho começa na atenção básica, com encaminhamento ao especialista.

Quem faz redução de mama consegue amamentar?

Parte das mulheres consegue, em geral com produção reduzida, porque a cirurgia corta ductos. Técnicas com pedículo preservam mais a função que o enxerto livre de mamilo. Se pretende engravidar, discuta a técnica na consulta.

A cicatriz da redução de mama é grande?

É. Na técnica mais comum, em T invertido (âncora), ela contorna a aréola, desce até o sulco e percorre o sulco. A horizontal fica escondida; a vertical é a que mais aparece. Clareia ao longo de 12 a 18 meses.

Quantos gramas são retirados na redução de mama?

Varia de algumas centenas de gramas a mais de um quilo por mama, conforme o tamanho inicial e o resultado combinado. O cirurgião estima na consulta e o tecido é pesado durante a cirurgia.

A mama volta a crescer depois da redução?

O tecido retirado não volta, mas ganho de peso, gravidez e amamentação aumentam a mama de novo. Em adolescentes operadas por hipertrofia juvenil, há chance de novo crescimento e de segunda cirurgia.

Redução de mama alivia a dor nas costas?

Na maioria das pacientes, sim, e o alívio costuma aparecer nas primeiras semanas. O StatPearls descreve a melhora de dor e de qualidade de vida como bem documentada, mas a dor que tem outra causa, como hérnia de disco, não some com a cirurgia.

Este guia é informativo e foi escrito pela redação do portal a partir das fontes citadas. A indicação do procedimento, os riscos no seu caso, a técnica e os valores só podem ser definidos por um cirurgião plástico, com RQE, em consulta. Atualizado em 6 de novembro de 2026.

Simulador

Pensando em fazer uma cirurgia plástica?

Informe o procedimento, o prazo e como prefere pagar. Encaminhamos o seu pedido a cirurgiões e clínicas parceiras de Brasília, que entram em contato para avaliação e orçamento. Leva um minuto.

Simular minha cirurgia Gratuito e sem compromisso. Indicação, avaliação e valores são definidos pelo cirurgião em consulta.