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Segurança e regras Brasil

Cirurgia plástica em clínica ou hospital: o que a SBCP recomenda

A SBCP recomenda que cirurgias de médio e grande porte, como lipo, abdominoplastia e silicone, sejam feitas em hospital, com anestesista e retaguarda de emergência. Clínicas servem para procedimentos pequenos, com anestesia local.

Redação Estética e Cirurgia Plástica 3 min de leitura

A SBCP, a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, orienta que cirurgias de médio e grande porte sejam feitas em hospital, com anestesista presente e estrutura para atender uma emergência. Lipoaspiração, abdominoplastia, prótese de silicone, mastopexia, lifting facial e lipoenxertia entram nessa lista. Procedimentos pequenos, com anestesia local e sem sedação profunda, como uma blefaroplastia superior ou a correção de uma cicatriz, podem ser feitos em clínica licenciada com sala cirúrgica.

Por que o porte da cirurgia define o lugar

O que separa um procedimento pequeno de um grande não é o tempo de cirurgia, e sim o tipo de anestesia e o que pode dar errado. Anestesia geral, sedação profunda e bloqueios de coluna exigem monitorização contínua, equipamento para via aérea e a possibilidade de transferir para uma UTI em minutos. Cirurgias com perda de sangue significativa, como a lipo de grande volume e a abdominoplastia, precisam de banco de sangue acessível.

Clínica licenciada pela vigilância sanitária com sala cirúrgica atende bem procedimentos sob anestesia local, em que o paciente conversa e vai embora andando. Quando se usa sedação, a regra muda: é preciso anestesista e estrutura de recuperação.

Hospital, hospital-dia e clínica: a diferença

  • Hospital geral: centro cirúrgico, UTI, banco de sangue, plantão 24 horas. É o padrão para cirurgias combinadas e para pacientes com doenças associadas.
  • Hospital-dia: centro cirúrgico completo e recuperação, mas sem internação prolongada. Precisa ter convênio de transferência com hospital de retaguarda. Serve para a maior parte das cirurgias estéticas isoladas em pacientes saudáveis.
  • Clínica com sala cirúrgica: adequada a procedimentos sob anestesia local. Não deve ser usada para cirurgias que exijam anestesia geral ou sedação profunda.

Em Brasília, a maior parte das cirurgias plásticas é feita em hospitais-dia ou em hospitais com UTI, e o nome do local deve constar no orçamento e no termo de consentimento.

O que conferir sobre o local

Pergunte ao cirurgião onde ele opera e por quê. Peça o nome do hospital e confirme que ele existe e tem licença sanitária. Pergunte quem é o anestesista e se ele fica na sala até o fim. Pergunte o que acontece se houver uma complicação durante a noite: quem atende, para onde você é transferido. A SBCP lista, entre os cuidados antes de operar, verificar se a clínica ou o hospital tem infraestrutura adequada, licença e cumprimento das normas da vigilância sanitária.

Desconfie de cirurgia grande marcada em consultório, de ausência de anestesista no orçamento e de orçamento muito abaixo dos demais, porque a economia costuma estar justamente na estrutura. A escolha do local é parte da indicação e depende de avaliação presencial com cirurgião plástico com RQE, o Registro de Qualificação de Especialista do CRM. O guia de cada procedimento do portal informa o tipo de anestesia e onde a cirurgia costuma ser feita.

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Redação Estética e Cirurgia Plástica

Matéria produzida pela redação do portal a partir de fontes públicas (SBCP, CFM, ANVISA, ISAPS, imprensa), listadas no fim do texto. Não substitui consulta com cirurgião plástico. Política editorial · Como produzimos.

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