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Procedimentos Brasil

Prótese de silicone dura quanto tempo? Precisa trocar?

A prótese não tem prazo de validade e não existe regra de troca a cada 10 anos. Ela também não dura para sempre: a troca é indicada quando há rotura, contratura capsular ou desejo de mudar o tamanho, o que se descobre no acompanhamento com exames.

Redação Estética e Cirurgia Plástica 2 min de leitura
Neste texto
  1. De onde veio a ideia dos 10 anos
  2. Quando a troca é indicada
  3. Como acompanhar

A prótese de silicone não tem prazo de validade e não existe regra de trocar a cada 10 anos. Ela também não é um dispositivo para a vida toda: a FDA, agência americana que regula os implantes, afirma que quanto mais tempo a prótese fica no corpo, maior a chance de alguma complicação que exija troca ou retirada. A decisão de trocar depende do exame clínico e de imagem, não do calendário.

De onde veio a ideia dos 10 anos

As primeiras gerações de implante tinham cápsula mais fina e rompiam com mais frequência, e alguns fabricantes passaram a sugerir troca em cerca de dez anos. As próteses atuais, registradas na ANVISA, usam gel coeso e envelope de várias camadas. Fabricantes oferecem programas de reposição em caso de rotura, mas isso não é prazo de validade. A SBCP, a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, orienta acompanhamento periódico em vez de troca automática.

Na prática, uma parte das mulheres troca ou retira a prótese em algum momento da vida, por complicação ou por mudança de desejo. A FDA informa que a durabilidade varia de pessoa para pessoa e não pode ser prevista no momento da cirurgia.

Quando a troca é indicada

  • Rotura: com gel coeso, muitas vezes é silenciosa, sem alteração visível. Só aparece em ultrassom ou ressonância. Rompeu, troca.
  • Contratura capsular: a cápsula de tecido que o corpo forma em volta da prótese endurece e pode deformar ou doer. Nos graus mais altos, o tratamento é cirúrgico, com troca da prótese e retirada da cápsula.
  • Mudança do corpo: gravidez, amamentação, variação de peso e envelhecimento mudam a mama. A prótese fica igual, mas a mama em volta não, e a mulher pode querer ajustar tamanho ou associar mastopexia.
  • Linfoma associado a implante (BIA-ALCL): doença rara ligada a próteses texturizadas. Sinal típico é inchaço tardio por líquido ao redor da prótese, anos depois da cirurgia. Exige avaliação imediata.

Como acompanhar

A consulta anual com o cirurgião e o exame de imagem são a rotina. A FDA aponta a ressonância magnética como o método mais eficaz para detectar rotura silenciosa, com o ultrassom como alternativa aceitável em quem não tem sintomas. A frequência é definida pelo cirurgião. A mamografia de rastreamento de câncer continua indicada; avise o técnico que tem prótese para usar as manobras adequadas.

Retirar a prótese sem colocar outra é uma opção válida, e a mama pode precisar de mastopexia para corrigir a sobra de pele. O guia de prótese de silicone do portal explica a cirurgia, a recuperação e o que entra no orçamento de uma troca.

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Redação Estética e Cirurgia Plástica

Matéria produzida pela redação do portal a partir de fontes públicas (SBCP, CFM, ANVISA, ISAPS, imprensa), listadas no fim do texto. Não substitui consulta com cirurgião plástico. Política editorial · Como produzimos.

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