Prótese de silicone dura quanto tempo? Precisa trocar?
A prótese não tem prazo de validade e não existe regra de troca a cada 10 anos. Ela também não dura para sempre: a troca é indicada quando há rotura, contratura capsular ou desejo de mudar o tamanho, o que se descobre no acompanhamento com exames.
A prótese de silicone não tem prazo de validade e não existe regra de trocar a cada 10 anos. Ela também não é um dispositivo para a vida toda: a FDA, agência americana que regula os implantes, afirma que quanto mais tempo a prótese fica no corpo, maior a chance de alguma complicação que exija troca ou retirada. A decisão de trocar depende do exame clínico e de imagem, não do calendário.
De onde veio a ideia dos 10 anos
As primeiras gerações de implante tinham cápsula mais fina e rompiam com mais frequência, e alguns fabricantes passaram a sugerir troca em cerca de dez anos. As próteses atuais, registradas na ANVISA, usam gel coeso e envelope de várias camadas. Fabricantes oferecem programas de reposição em caso de rotura, mas isso não é prazo de validade. A SBCP, a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, orienta acompanhamento periódico em vez de troca automática.
Na prática, uma parte das mulheres troca ou retira a prótese em algum momento da vida, por complicação ou por mudança de desejo. A FDA informa que a durabilidade varia de pessoa para pessoa e não pode ser prevista no momento da cirurgia.
Quando a troca é indicada
- Rotura: com gel coeso, muitas vezes é silenciosa, sem alteração visível. Só aparece em ultrassom ou ressonância. Rompeu, troca.
- Contratura capsular: a cápsula de tecido que o corpo forma em volta da prótese endurece e pode deformar ou doer. Nos graus mais altos, o tratamento é cirúrgico, com troca da prótese e retirada da cápsula.
- Mudança do corpo: gravidez, amamentação, variação de peso e envelhecimento mudam a mama. A prótese fica igual, mas a mama em volta não, e a mulher pode querer ajustar tamanho ou associar mastopexia.
- Linfoma associado a implante (BIA-ALCL): doença rara ligada a próteses texturizadas. Sinal típico é inchaço tardio por líquido ao redor da prótese, anos depois da cirurgia. Exige avaliação imediata.
Como acompanhar
A consulta anual com o cirurgião e o exame de imagem são a rotina. A FDA aponta a ressonância magnética como o método mais eficaz para detectar rotura silenciosa, com o ultrassom como alternativa aceitável em quem não tem sintomas. A frequência é definida pelo cirurgião. A mamografia de rastreamento de câncer continua indicada; avise o técnico que tem prótese para usar as manobras adequadas.
Retirar a prótese sem colocar outra é uma opção válida, e a mama pode precisar de mastopexia para corrigir a sobra de pele. O guia de prótese de silicone do portal explica a cirurgia, a recuperação e o que entra no orçamento de uma troca.
Redação Estética e Cirurgia Plástica
Matéria produzida pela redação do portal a partir de fontes públicas (SBCP, CFM, ANVISA, ISAPS, imprensa), listadas no fim do texto. Não substitui consulta com cirurgião plástico. Política editorial · Como produzimos.
Continue lendo
Convênio cobre prótese de silicone?
Na cirurgia estética, não. O plano de saúde é obrigado a cobrir a prótese quando ela faz parte de reconstrução da mama,...
Mastopexia com ou sem prótese: como o cirurgião decide
A mastopexia sozinha levanta a mama e reposiciona a aréola. A prótese entra quando falta volume, sobretudo na parte de...
Ginecomastia: graus 1, 2 e 3 e quando a cirurgia é indicada
A ginecomastia é classificada em graus pelo volume da mama e pelo excesso de pele. Grau 1 é leve, grau 2 é moderado e...
Lifting facial: existe idade ideal?
Não existe idade ideal para o lifting facial. O que indica a cirurgia é o grau de flacidez do rosto e do pescoço, não a...